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Adriana Baldissarelli @ABaldissarelli Florianópolis |
O ex-ministro José Fritsch trata pessoalmente de implantar no Sul o cultivo de lúpulo que, além de servir à fabricação de cerveja, tem sido demandado na produção de etanol. Amanhã trata do assunto na Petrobras, no Rio, e semana que vem terá uma reunião na Embrapa para encaminhar o assunto. Dados preliminares dão conta que há clima muito favorável à cultura nas regiões de Água Doce, em Santa Catarina, Palmas, no Paraná, e Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul. Hoje, informa ele, 100% do lúpulo usado no Brasil são importados dos Estados Unidos, Canadá e Alemanha. Isso que o País é o terceiro consumidor mundial do lúpulo, assim como terceiro consumidor mundial de cerveja. A espécie vegetal em forma de trepadeira, que dá o sabor amargo à cerveja, teria facilidade de adaptação à pequena agricultura familiar catarinense hoje sustentada pela produção de leite e fumo, confia Fritsch.
Em movimento
Em paralelo, Fritsch tem prestado consultoria para implantação dos planos estaduais de aquicultura e pesca da Bahia e do Ceará. “Tem que trabalhar, né?”, confirma o presidente estadual do PT.
Susto
A Procuradoria Geral do Estado conseguiu liminar no STF para manter o repasse de verbas federais para Santa Catarina, apesar de pendências no cadastro de devedores em decorrência do Programa Estadual de Proteção às Testemunhas e Vítimas Ameaçadas em SC. Ano passado, susto parecido se deu por conta de convênio de obra no aeroporto de Chapecó.
Expansão

A concorrência internacional se ensaia no setor de embarcações de alto luxo, mas a produção local está a pleno. A Schaefer Yachts, com unidades em Palhoça e Biguaçu, em menos de um ano entregou 10 unidades da Schaefer 620, barco de 62 pés (cerca de 20 metros de comprimento), com valores a partir de R$ 5 milhões. O estaleiro do empresário e yacht designer Marcio Schaefer tem outras seis unidades para entrar em produção e saiu ontem, do Rio Boat Show, maior salão náutico a céu aberto na América Latina,com toda a produção 2012 encomendada. A unidade de Biguaçu consegue produzir uma unidade da lancha de 62 pés por mês.
"Esse remédio é igual a usar uma bazuca para matar um mosquito. O bicho pode até morrer, mas o pior é o rombo que fica na parede” _ governador Raimundo Colombo sobre a Resolução 72
Sem mudança
Apesar da legítima manobra regimental que adiou por duas sessões a votação da Resolução 72, a ministra Ideli Salvatti aponta que a posição do Planalto é pela aprovação, na terça, conforme texto já aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos. Santa Catarina, reforça, receberá as compensações já negociadas com o governador Raimundo Colombo. A presidenta Dilma Rouseff, lembra a ministra, já determinou ao ministro Mantega que os estados prejudicados sejam recompensados, mas o Planalto entende que trata-se de uma medida de enfrentamento à crise financeira internacional, para assegurar os empregos no País.
Constrangimento
O senador José Agripino Maia (DEM-RN) se revelou constrangido em aprovar a Resolução 72, na CAE, diante da informação de que apenas 10% das importações brasileiras se dão pelos portos incentivados. Segundo ele, 80% do que entra nesses portos são fármacos e automóveis, de modo que a perda de arrecadação dos estados serviria de ganho à indústria automobilística, que de brasileira tem pouco.
Agenda da indústria
A edição 2012 da Agenda Legislativa da Indústria será apresentada hoje, às 19h30min, pela Fiesc, com 48 projetos de interesse em tramitação na Alesc e a presença confirmada de deputados federais e estaduais.
