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Polidoro Júnior @@polidorojunior Florianópolis |

Túnel do tempo
O árbitro Allan Giovani Abreu da Silva (com a bola) apitou 10 clássicos ao longo da sua carreira. Quem mais apitou foi Dalmo Bozzano, escalado para 41 confrontos entre Figueirense e Avaí.
Bem mais
Em 2012, finalizamos a rivalidade local, com a disputa de quatro clássicos, sendo dois por turno e returno, e dois válidos pela decisão do Catarinense. Em 2001, foram seis clássicos, sendo dois pelo Catarinense e quatro pela Série B, turno e returno e o quadrangular final. Num passado distante, então os clássicos eram aos montes.
Você sabia?
Que o estádio do Figueirense foi batizado de Orlando Scarpelli, em 1971 e que antes também foi denominado de estádio Aderbal Ramos da Silva até 1948? E que a imprensa da época se referia ao estádio como "Brinco de Ouro" e "Gigante do Continente"?
Parem com isso!!
Estão se referindo ao clássico entre Avaí e Figueirense como derby e isso é coisa para Guarani e Ponte Preta. Aqui é clássico e pronto. Não inventem moda, No passado, tentaram "plantar" algumas expressões, mas nada colou, como por exemplo, "Fiava" em 1939 e o ridículo nome de "Avarense" em 2000, quando um novo jornal havia se instalado em Florianópolis. Nosso clássico já foi chamado de Fla-Flu do futebol catarinense e o "Prélio das Multidões", que chega a doer os ouvidos.
Muito pouco
Do grupo de jogadores do Avaí, que conta com 29 atletas, apenas dois são catarinenses: Vítor, o terceiro goleiro, natural de Nova Trento, e o lateral Patric, nascido em Criciúma. Não há nenhum jogador do grupo principal que seja da Grande Florianópolis.
Sete de SC
Já no grupo do Figueirense, com 31 jogadores, sete deles são nascidos em Santa Catarina. Confira a relação: Aloisio (Araranguá), Ricardo (Palmitos), Neto (Rio do Campo), Jean Deretti (Jaraguá do Sul), Gutti (São Bento do Sul), Léo (Caçador) e o único manezinho, o volante Jackson, natural de São José.
Paulistanos
Se for o campeão, os "paulistas" do Avaí estarão dando a volta olímpica na casa do adversário. No grupo avaiano, a maioria é de jogadores nascidos em São Paulo: nove atletas. Depois vêm cinco gaúchos, três paranaenses e três cariocas. O restante se espalha pelo país. O craque do time, Cleber Santana, é pernambucano de Olinda.
Dividido
No elenco do Figueirense, não há maioria, mas sim um "empate" entre paulistas, cariocas e mineiros, sendo quatro jogadores de cada Estado. Há ainda três paraguaios e um argentino, o zagueiro Canuto. Fernandes, o craque do time, de Itaporanga, e Wilson, outro ídolo da torcida, nascido em Santo André, são paulistanos.
Lembrança
Escalação do time do Avaí campeão em 17 de agosto de 1975, no Scarpelli, e contou com Danilo; Souza, Maneca, Veneza e Orivaldo; Lourival, Balduíno e Zenon; João Carlos (Ademir), Juti e Vado. A equipe treinada pelo Áureo Malinverni superou todos os obstáculos e até o favoritismo do Figueirense, mas foi quem deu a volta olímpica no Scarpelli.
Será que encosta?
Em 13 de abril de 1975, quatro meses antes da disputa do título, tivemos o clássicos 209 no Orlando Scarpelli, que terminou empatado em 1 a 1, com Zenon, que marcou para o Avaí e Zé Carlos empatou a partida. A arbitragem foi de Roldão Tomé da Borja Neto e o público foi de 19.682 torcedores, marca que poderá ser igualada neste domingo.
Não me manifesto
Assim como fiz no primeiro clássico, vou me resguardar do direito de não comentar nada sobre o favoritismo de A ou B. Já opinei que o Avaí perde o título se der muita bobeira, mas o Figueirense tem tudo para se agigantar e preparar uma boa surpresa. Apenas quando a bola rolar é que vamos ver o que vai acontecer.
Pressentimento
Não gosto muito de me ater ao extracampo, mas acho que o domingo não será somente de alegrias. Alguém vai chorar e muito. A Polícia Militar precisa conter os mais exaltados, seja de que lado for, e baixar a borracha, porque acho que esse clássico não vai terminar nada bem. Isso se terminar. Certo?
Bola Cheia
Por mais defeitos que tenha, e não são poucos, e eu sei muito bem, o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto Filho, encerra mais uma competição entregando a taça em campo. Faz décadas que não vimos títulos sendo disputados em tribunais esportivos. Um mérito do Delfim e da sua administração.
Bola Murcha
Seja nas sinaleiras da avenida Beira-mar Norte ou nas proximidades do Detran na Santos Saraiva, será possível encontrar vários vendedores ambulantes pirateando produtos oficiais de Figueirense e Avaí, principalmente bandeiras e camisas, todas falsificadas. Uma rigorosa ação poderá enquadrar muita gente. A maioria não é daqui.