Escoteiros e comunidade da Tapera fazem mutirão na escola Tenente Almáchio, em Florianópolis

Pinturas das quadras e dos muros, reflorestamento dos bosques e limpeza foram algumas das atividades desenvolvidas

Maurício Frighetto
Maurício Frighetto
Repórter


Florianópolis

Rosane Lima/ND
Mãos à obra. Márcio (E), Débora e Thiago participaram da pintura, e se divertiram enquanto trabalhavam

 

A Escola Estadual Tenente Almáchio, que fica dentro da Base Aérea de Florianópolis, na Tapera, não é mais a mesma após o fim de semana. Um mutirão realizado por escoteiros e membros da comunidade fez uma série de melhorias no colégio, como a pintura das quadras esportivas e dos muros.

O trabalho acontece desde julho. Segundo Leandro Lunelli, coordenador da Rede de Jovens Escoteiros de Santa Catarina, tudo começou porque uma professora fez o pedido. “Não teve como recusar. Ainda mais que vimos o interesse dos estudantes”, afirmou.

Desde lá uma série de atividades foram feitas. Em uma delas, os estudantes escolheram o que gostariam que fosse feito na escola. E resultado aconteceu no fim de semana: repintura das quadras de esporte, limpeza, capinagem, reflorestamento do bosque, construção de um horto e colocação de bancos, mesas e lixeiras.

Nesta segunda, os estudantes que não participaram do trabalho verão a diferença. “Acredito que os estudantes vão ficar, primeiro, abismados. Depois, encantados. Na próxima vez outros estudantes vão querer participar”, afirmou a assistente de direção Silene Maria Martins da Cunha.  

Um dos estudantes da escola que participou da iniciativa foi Thiago Henrique Claudino dos Passos, 13 anos, que mora na Tapera. O que ele mais gostou foi ajudar na pintura do muro e de fazer a horta. “Tá melhor que antes. Não tem mais lixo e a escola ficou mais bonita. Além disso, foi divertido. Brinquei mais que trabalhei”, falou.  

Os escoteiros vieram de diversas cidades de Santa Catarina, como Balneário Camboriú, Indaial, São José e Florianópolis. Debora Helaine Mafra, 19 anos, saiu de Indaial. Já tinha ouvido falar da metodologia Oasis, que culminou com o Mutirão Comunitário. Mas nunca tinha participado de um.

Gostou da estrutura da escola, mas achou ela mal cuidada. “Tinha ouvido falar da metodologia por um amigo e disse que gostaria de participar. Achei gratificante. Ajudei a tiara mato e a pintar. Até estou dolorida de ficar em algumas posições”, relatou.

Publicado em 13/10/13-22:15