Orquidário de São José fecha as portas após meio século de história

Depois de 50 anos tratando de bromélias e orquídeas, o orquidófilo Max Hablitzel encerra as atividades do orquidário

Saraga Schiestl
Saraga Schiestl
Editora do ND Verão


São José

Marcelo Bittencourt
Espaço é usado atualmente apenas para bromélias

Depois de meio século de história, o Orquidário do Max, localizado na Fazenda Santo Antônio em São José encerra de vez suas atividades. De propriedade de Max Hablitzel, hoje com 87 anos de idade, o orquidário chegou a ser conhecido como uma das maiores coleções de orquídeas e bromélias do mundo. Entre as espécies da coleção estava a Laelia Purpurata, orquídea símbolo do Estado de Santa Catarina.

A decisão do fechamento vem dos altos custos de manutenção do orquidário. “Temos dois funcionários, além de todo o cuidado que precisamos ter com a pulverização e trato com as bromélias”, informa a esposa de Max, Dóris Hablitzel, 76.

O interesse pelas plantas começou como um hobby para Max, recorda Dóris, entretanto, mesmo com todo o interesse do pai, nenhum dos filhos quis dar continuidade ao cuidado com as orquídeas e bromélias. A história de Max com São José começou em 1950, quando adquiriu a Fazenda Santo Antônio.

Localizado às margens da BR-101, o orquidário chegou a ater 21 mil hectares de extensão. Hoje, a esposa de Max não sabe dizer quantas plantas ainda fazem parte da coleção e tampouco quantas existiam nos tempos onde o orquidário ainda estava repleto de flores. Um dos funcionários que ainda realiza a manutenção do espaço revelou que não existem mais orquídeas, somente bromélias no espaço. 

Publicado em 16/06/11-08:50

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