A nova musa da Câmara dos Deputados

Deputada federal. A bela Romanna Remor (PMDB) ganha popularidade em Brasília


Rose Ane Silveira
Especial para o Notícias do Dia

Leonardo Prado/agencia camara/ND
“Nem sou muito vaidosa. Estou aqui porque sou qualificada para o cargo”, diz Romanna

Não apenas um rosto bonito, uma política forte, independente, com ideias e disposta a muito trabalho. Esta é a imagem que Romanna Remor (PMDB) está tentando impor dentro do Congresso Nacional.
A deputada catarinense assumiu em novembro como suplente na Câmara dos Deputados ao substituir Gean Loureiro (PMDB) que se afastou da função para assumir a Secretaria de Governo de Florianópolis.
Rommana chegou a Câmara em meio a uma das mais importantes e polêmicas votações do ano, a da Desvinculação de Receitas da União (DRU). A matéria trata da liberação de recursos para o governo sem necessidade de autorização ou de prévia previsão orçamentária.
A prorrogação da DRU permitirá ao governo manejar até 20% de todos os impostos e contribuições federais que em valores estimados ultrapassarão em 2012 os R$ 53 Bilhões, e foi em meio a isso. A votação da matéria ocorreu no dia da posse de Romanna.
A deputada, apelidada por alguns parlamentares e por parte da mídia como “musa da Câmara” procura não incentivar o uso dos termos, ou ao menos tenta não dar muita importância ‘’não me agrada nem me incomoda, porque minha forma de avaliar o trabalho de uma pessoa pública não tem nada a ver com sua aparência e acho que isso pode tirar o foco da minha atuação e isso que é o importante” diz.
Ela começou sua carreira política no antigo PFL que depois se tornou o DEM, mas “um dia o DEM acordou diferente, o governador Raimundo Colombo mudou-se para o novo partido (PSD) e muitos outros membros do partido o acompanharam e eu fiquei numa encruzilhada. Eu fiquei quatro meses pensando a respeito até escolher o PMDB”, explica que motivos regionais acabaram pesando na escolha pelo novo partido.

A origem da preferência pela cor rosa
Romanna Remor explica que seu interesse por política surgiu quando ainda era adolescente e cursou a cadeira de ciências políticas. “Tive certeza que aquela era minha vocação” conta. Por falta de recursos foi obrigada a trancar a faculdade, mas conseguiu uma bolsa na “Brigham Young University” nos EUA, onde se formou no curso de relações internacionais com ênfase em política e economia.
Em 2000 fez sua estreia na vida política, candidatando-se à Prefeitura de Criciúma, foi uma campanha marcada pela limitação e falta de apoio, houve grande reação da população “porque eu era jovem e desconhecida no meio político”.
Nesse período, ela possuía um fusca branco que era utilizado como seu transporte particular e durante uma entrevista foi fotografado um pequeno ursinho rosa em sua casa gerando certo desconforto, pois as pessoas começaram a ligar o ursinho rosa a sua pouca idade. “Então resolvi pintar o fusca de rosa e fazer do limão uma limonada”, explica.
Em 2002 saiu candidata à deputada federal e apesar da falta de estrutura e recursos surpreendeu a todos no final da eleição não sendo eleita por apenas três mil votos; em 2006 foi convidada pelo então senador Raimundo Colombo a participar como ele da disputa pelo governo estadual como sua candidata a vice-governadora, ela declinou da proposta por estar grávida e ponderar que durante o período de campanha estaria em fase final da gravidez, mas foi em 2008 que realizou o sonho ser eleita como vereadora da sua cidade natal.
Exerceu o cargo de vereadora até ser chamada para assumir como deputada federal.

Candidata em 2012
A deputada Romanna, que tem uma filha e uma enteada, contou ao Noticias do Dia que seu plano inicial era cuidar de um projeto pessoal, aumentar a família este ano, “mas existe a possibilidade de disputar as eleições de 2012 para prefeita de Criciúma, não é um projeto pessoal, mas chega-se a um ponto na vida pública que não se resume apenas ao que eu quero, mas também onde as pessoas que me apoiam querem que eu esteja”.
Ela diz que passou por diversas situações engraçadas no Congresso Nacional graças a sua idade, 36 anos (e aparentando bem menos), como seguranças que tentaram impedir sua entrada em áreas privadas e ascensoristas de elevadores que ficam surpresas ao saber que ela é parlamentar, “acho que eles olham o boton e pensam que eu roubei de alguém”, brinca.

Publicado em 11/12/11-09:20