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Alessandra Oliveira @Alessandra_ND Biguaçu |
Na manhã desta sexta-feira, comerciantes e moradores da região central de Biguaçu foram para frente de Igreja Matriz reclamar da falta de segurança pública na cidade. Cansados dos inúmeros assaltos e furtos os proprietários de estabelecimentos sugeriram a criação de uma guarda municipal para melhorar a situação.
A lojista Reziqueli Almeida da Cunha, 45 anos, soltou a voz ao protestar contra a insegurança. “As leis precisam ser revistas. Jovens infratores precisam de um lugar para ficar. A sociedade está cansada de ser vítima de criminosos de todas as idades”, esbravejou a moça em praça pública.
A comerciante Marília Siqueira, 26, lamentou a baixa adesão durante o protesto. “Se algo contra um animal é postado no Facebook, logo milhares de pessoas compartilham. Quando o assunto é nossa segurança a população se esquiva”, lamentou, ao contar que timidamente 70 pessoas participaram da caminhada em torno da praça Nereu Ramos, no final da manhã.
Marília sugeriu, junto com a amiga Reziqueli com quem encabeça a campanha por mais segurança, a criação de uma guarda municipal para amenizar os problemas que afligem os comerciantes. “Dizem que é difícil contratar policiais. Mas acredito que a implantação de uma guarda municipal seria menos burocrática”, observou sobre o projeto que será sugerido na Câmara de Vereadores de Biguaçu.
O prefeito José Castelo Deschamps esteve no local do evento e afirmou que está fazendo o possível para amenizar o problema. “Estamos providenciando a instalação de câmeras de vídeo-monitoramento”, antecipou, ao falar ainda sobre o programa Droga Zero, para prevenção de crianças e jovens. Deschamps lamentou que muitos crimes que acontecem em Biguaçu são causados por criminosos de outras cidades. “Claro que muitas vezes bandidos daqui cometem crimes em outros municípios. O problema não é só aqui”, lamentou, enquanto ouvia Reziqueli falar do problema em esfera nacional.
ECA não ajuda, diz coronel da PM
O comandante da Polícia Militar de Biguaçu, coronel Newton Ramlow, afirmou que o maior problema está no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). “Sem um local para que sejam cumpridas medidas sócio-educativas, muios jovens ficam livres para praticar toda espécie de delito”, lamentou. A Polícia Militar local tem 69 policiais para atender uma população d e 58 mil habitantes