Escola de Alfredo Wagner está com banheiros interditados

Por causa dos problemas na escola básica Silva Jardim, as férias dos 860 alunos foram adiadas

Edson Rosa
Edson Rosa


Alfredo Wagner

Flávio Tin/ND
No recreio, centenas de alunos têm que se revezar para usar os banheiros

 

No contrafluxo do restante da rede estadual, só agora as férias estão começando só agora nas escolas de Alfredo Wagner, a 105 quilômetros de Florianópolis. Na maior delas, a Escola de Educação Básica Silva Jardim, no Centro, o recesso de meio do ano, no entanto, não significa descanso para a maioria dos funcionários. “Vamos aproveitar este tempo para tentar resolver o problema do esgoto”, diz o professor de educação física Luiz Carlos Martins, 56.

Praticamente todos os banheiros estão interditados. Apenas três estão funcionando para atender 860 alunos do primeiro ano das séries iniciais ao ensino médio. “A rede está toda entupida, vaza tudo para o pátio”, explica Martins. A alternativa encontrada durante a correria do recreio, segundo o professor, é organizar revezamento entre as turmas

A diretora Nazaré Mazzini, 47, acredita que o sistema de esgoto foi subdimensionado para o tamanho da escola. O professor Luiz Carlos diz que já foram encaminhados diversos pedidos à SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional). “Mas a burocracia fala mais alto. A preocupação dos professores é com a saúde pública”, critica.

 

Transporte escolar também é precário desde o início do ano letivo

Transporte escolar inadequado é outro problema enfrentado desde o início do ano pelos alunos da rede estadual em Alfredo Wagner. E foi a causa do atraso nas férias de meio de ano, de apenas 12 dias – os alunos voltam às aulas no dia sete de agosto, um dia depois do feriado de São Sebastião, o padroeiro do município.

 “A frota é antiga, e o Ministério Público determinou melhores condições para o transporte das crianças no início do ano letivo”, explicou Nazaré Mazzini, diretora da EEB Silva Jardim. Como a determinação foi ignorada pelo prefeito Naldir Antonio Schmitt, os mesmos microônibus, vans e kombis utilizados no ano passado e que chegaram a ser vetados pelo Ministério Público, ainda rodam pela área rural do município, sem nenhuma melhoria aparente.

 “As escolas do município estavam ficando atrasadas em relação ao cronograma da rede estadual, e os pais aceitaram mandar seus filhos nos veículos disponíveis”, argumenta a diretora Nazaré.

Publicado em 31/07/13-15:00