Alegre Corrêa e Guinha Ramires apresentam o show "Inconsciente Coletivo" no Museu Victor Meirelles

Apresentação abre as comemorações de aniversário de 180 anos do pintor

img Carol Macário
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Florianópolis

Rosane Lima / ND
Alegre Corrêa (foto) e Guinha Ramires são parceiros de longa data

 

 

Os músicos Alegre Corrêa e Guinha Ramires têm uma espécie de comunicação alternativa quando tocam juntos. “É uma ligação quase espiritual, intuitiva”, como observa Corrêa. Daí o título do show que eles apresentam hoje no museu Victor Meirelles, “Inconsciente Coletivo”. A apresentação integra a programação do projeto Estação da Música, realizado desde o ano passado no museu, e é parte também das celebrações dos 180 anos do artista Victor Meirelles (1832 – 1903).

Em “Inconsciente Coleitvo”, a dupla apresenta música contemporânea, combinando diferentes estilos – música popular brasileira, jazz e erudita –, com “improvisações compostas e composições improvisadas.” “O show vai ser um encontro de novos temas e histórias”, diz Corrêa. Eles serão os primeiros a quebrar a hegemonia de shows de música clássica e instrumental realizados periodicamente no museu.

“O Museu Victor Meirelles é um ambiente muito bonito, o chão de madeira, a casa antiga. Então será uma apresentação bem intimista, o público vai poder ouvir cada detalhe, cada sutileza”, afirma o compositor. Mas os organizadores do evento já se preparam para abrir as portas e deixar o show ocorrer na rua mesmo.

Amigos de longa data

Alegre Corrêa e Guinha Ramires têm formação autodidata, e aprenderam a tocar na mesma época e da mesma maneira: na estrada. Nascidos no Sul do Brasil no início da década de 60, eles se conheceram em 1977, na cidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. A amizade nasceu num bar e  transformou-se numa duradoura parceria musical. Além da constante criação em duo eles formaram juntos diversos grupos de música, como A Banda de Nêutrons, em Florianópolis, e o grupo Circuito Emocional, em Porto Alegre/. São mais de 30 anos de parcerias e desenvolvimento e aplicação da filosofia musical e da música de vanguarda.

Guinha Ramires é músico multi-instrumentista, violonista, compositor e arranjador. Mora em Florianópolis desde 1982 e, apesar da timidez, é uma das personalidades culturais mais reconhecidas entre os apreciadores e produtores artísticos e musicais do Sul do Brasil. Alegre Corrêa nasceu em Passo Fundo, interior gaúcho. Aos 13 anos de idade era violonista, cantor, percussionista e compositor. Em 2010 recebeu o prêmio mais importante de sua carreira, o Grammy Awards, como guitarrista do disco 75, de Joe Zawinul & TheZawinul Syndicate, na categoria Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo.

Doação de duas obras de Victor Meirelles

 

Divulgação / ND
"Estudo de Traje" foi pintudo por Victor Meirelles entre os anos 1853 / 1856

A casa onde nasceu Victor Meirelles, transformada em museu, dá início hoje a uma intensa programação cultural para comemorar os 180 anos do artista, celebrado oficialmente no dia 18 de agosto. A Semana Victor Meirelles abre com a doação de duas obras ao acervo do museu, além do show.

As obras são uma doação da historiadora Sara Regina Poyares dos Reis e ainda não tiveram o valor avaliado. Uma delas é uma pintura de Victor Meirelles, “Estudo de Traje” (1853 / 1956), e outra de um de seus alunos, Oscar Pereira da Silva. É a terceira vez que o museu recebe doações de Sara dos Reis, autora de 14 livros e com uma trajetória reconhecida na preservação e pesquisa do patrimônio cultural catarinense. Ela foi uma das fundadoras da Comissão do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural de Florianópolis.

Serviço

O quê: Show “Inconsciente Coletivo”, com Alegre Corrêa e Guinha Ramires, no Estação da Música do Museu Victor Meirelles
Quando: 14/8, 19h30
Onde: Museu Victor Meirelles, rua Victor Meirelles, 59, Centro, Florianópolis, tel. 3222-0692
Quanto: Gratuito

Publicado em 14/08/12-09:37 por: Carol Macário.