Shanghai é o centro econômico da China. A cidade mais rica do país cresce 10% ao ano. Com 23 milhões de habitantes – para se ter uma ideia do tamanho, São Paulo tem cerca de 19 milhões – Shanghai atrai tanto de dia quanto à noite. Com a luz do sol, a paisagem é realçada. Com a luz da lua, o colorido dos prédios ultramodernos impressiona.
O rio de Huangpu corta a cidade. De um lado há os prédios históricos, em estilo europeu, na rua Bund. Na outra margem, um paredão de arranha-céus modernos e iluminados, na região de Pudong, que podem ser contemplados à noite em um calçadão construído especialmente para isso.
Praticamente ao lado fica a Nanjing Lu, a principal e mais famosa rua de comércio de Shanghai. As lojas ficam abertas até As 22h e há um mar de gente entrando e saindo com sacolas. Os preços são realmente muito baratos. Um yuan – moeda local chinesA – equivale a 6,25 dólares em média.
A Missão Empresarial Brasileira à China, organizada pela Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), se despediu do país asiático nesta sexta-feira com uma visita panorâmica por Shanghai, que encerrou a programação de 12 dias na China. O grupo retornou ao Brasil neste sábado.




Não importa se vai ofuscar a paisagem ou não. O que vale para os chineses é ser funcional. Nas ruas das grandes cidades chinesas o investimento em infraestrutura, especialmente rodoviária, é impressionante. Para evitar os constantes congestionamentos, a saída foi construir elevados. Um, dois, três, até quatro andares de elevados. Às vezes a pista está tão alta que chega à metade da altura dos prédios. Em Guangzhou, no Sul da China, por exemplo, há elevados de mais de um quilômetro de extensão. Em Shanghai, na costa central do país, os elevados formam círculos que, inclusive, deixam a paisagem muito mais interessante e resolvem o problema das filas em um país de 1,4 bilhão de pessoas.
De verdade
A cidade de Guangzhou é cortada pelo Rio das Pérolas. Por isso, a venda de pérolas no comércio de rua e de pequenos shoppings é muito comum. Existe até um conglomerado de pequenas lojas no Centro da cidade chamado Shopping das Pérolas. Lá, é possível comprar um par de brincos de pérola real pelo equivalente a R$ 4. O preço tão baixo estranha, mas todos – chineses e os próprios turistas – juram que a joia é verdadeira. Uma pulseira de pérolas de três voltas, com fecho feito de prata de verdade, pode sair por menos de R$ 30. Mesmo que o turista leve para casa uma pérola que não seja real, a compra é uma verdadeira pechincha.
Na rua mesmo

Na China, as crianças usam logicamente roupas de criança, mas com uma diferença fundamental: as calças têm uma abertura na parte de trás. O motivo: assim que a mãe percebe que a criança está prestes a fazer suas necessidades, pode simplesmente deixá-la se abaixar no meio da rua e concluir o ato ali mesmo. Muito mais prático para os pais, em compensação para quem está passando por perto bem na hora...

Na região de Cantão, no Sul da China, raramente se veem motos nas ruas. O governo proibiu o uso por causa da violência. O índice de assaltos sobre duas rodas estava crescendo. No lugar das motos, os chineses usam bicicletas comuns e também as conhecidas como bicicletas elétricas, que não é preciso pedalar. Algumas têm até três lugares. Eles carregam de tudo. Às vezes a carga é tão grande que mal dá pra ver o chinês que está sentado nela.
Sem filas
Chinês não sabe o que é uma fila. Se você está em uma, basta se distrair por dois segundos ao conversar com alguém ao lado para materializar um chinês na sua frente. Geralmente pequenos e magros, eles vão se enfiando nas filas, às vezes silenciosamente, outras se acotovelando. É uma questão histórica e cultural. Os chineses sempre precisaram conviver com multidões e, em tempos de comida escassa, como nas guerras, ficar na fila era pedir pra morrer de fome. Na China, o mais forte se sobrepõe e o mais fraco fica obrigado a se retrair.
Moda chinesa

Foi-se o tempo em que os chineses usavam apenas roupas típicas. Pelo menos nos grandes centros urbanos, como a cidade de Guangzhou, capital da província da Guangdong, os chineses andam com as roupas da moda e se mostram extremamente fashionistas, especialmente as mulheres. Como são muito parecidas umas com as outras, morenas e de cabelos muito lisos, ganha aquela que conseguir se diferenciar pintando as madeixas ou fazendo cachos nas pontas. O comprimento das saias, shorts e vestidos também impressiona. Algumas parecem que saíram de casa sem a parte de baixo da roupa.
A Beijing Lu é a rua de comércio mais charmosa da cidade de Guangzhou. As lojas ficam abertas até tarde e os visitantes ficam enlouquecidos com a variedade de ofertas a preços muito baixos. É verdade que a maior parte dos produtos não passa de imitação de marcas famosas – uma camisa da Lacoste ou Tommy Hilfiger, muito semelhante com a original, pode sair por R$ 17 – mas há também objetos tradicionais da China que servem como lembranças.

Speak English
O governo chinês tem incentivado a população a aprender a língua inglesa. Todo comerciante de rua, se não sabe falar, consegue pelo menos passar o preço dos produtos em inglês. O idioma tem invadido as ruas das cidades chinesas e até os pedintes – nos grandes centros urbanos do país é comum encontrar moradores de rua – conseguem pronunciar algumas palavras em inglês. A frase “I am hungry” (eu estou com fome) já foi decorada por alguns deles para sensibilizar os visitantes.
É só fritar

Costuma-se dizer que basta se mexer para o chinês colocar na frigideira e comer. Os chineses comem de tudo. Nos restaurantes se vê desde perna de sapo a intestino de porco. Nas ruas praticamente não se veem animais – eles também comem carne de cachorro e de gato. Nas calçadas o mais comum é expor os bichos vivos para que o cliente escolha o que pretende comer. Na foto, um recipiente cheio de enguias está disposto no meio da rua à espera de quem vai saboreá-las, fritas ou não.
A força de Santa Catarina na área de tecnologia da informação poderá ser ainda mais valorizada com potenciais parcerias que a Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), organizadora da Missão Empresarial Brasileira à China, está fomentando junto ao governo chinês. Nesta segunda-feira (17), os líderes da comitiva brasileira, o vice-presidente da Fiesc Mário de Aguiar e o diretor de Relações Industriais e Institucionais Henry Quaresma, conheceram a estrutura da China Hi-Tech Fair, em Shenzhen, no Sul da China, mesma região onde é realizada a Canton Fair, a maior feira multissetorial chinesa, que recebe visitantes brasileiros nesta semana.
A feira tecnológica de Shenzhen ocorre no mês de novembro e conta com a participação de 3.000 expositores de 48 países, atraindo cerca de meio milhão de visitantes. De acordo com o diretor da Fiesc, Henry Quaresma, o Brasil nos últimos anos não tem tido muita representatividade na feira. Fator que pode mudar no futuro já que os organizadores, segundo o diretor da Fiesc, já deixaram um estande à disposição dos catarinenses na feira. A federação receberá em março de 2012 em Santa Catarina uma comitiva dos chineses que organizam a Hi-Tech Fair para fomentar a participação do empresariado catarinense na próxima edição do evento.
Fotos Maiara Gonçalves/ND
Brasileiro em todo lugar
Caminhar pelos pavilhões da Canton Fair, a maior feira multissetorial do país, é um exercício para os ouvidos. São milhares de vozes ecoando em diferentes línguas. O número de visitantes estrangeiros na feira impressiona. Tanto é que o pavilhão internacional é o único que tem entrada e saída controlada pela organização por meio de um sistema que identifica a originalidade dos crachás com uma luz verde. O objetivo é quantificar o volume de estrangeiros interessados nos negócios chineses. No entanto, mesmo do outro lado do mundo, a coisa mais fácil na Canton Fair é encontrar um brasileiro. Vez por outra passa um grupo ao lado conversando em português. Dá uma saudade de casa.
Verde em toda a parte
Ao lado das dezenas de prédios em construção, o verde dos inúmeros parques e jardins domina a cidade de Guangzhou. Até nos elevados há vegetação plantada. Em todas as ruas, pelo menos uma fileira de pequenas árvores se sobressai na paisagem. Mas a cidade nem sempre foi assim. O verde passou a fazer parte do cotidiano dos moradores apenas em 2010, quando Guangzhou recebeu os Jogos Asiáticos, similar aos Jogos Pan-Americanos, realizados na América Latina. Será que o Brasil conseguirá mudar a paisagem das cidades fartas em concreto até 2014?
Andar de carro na China é uma verdadeira emoção. O trânsito é uma loucura, mas dificilmente se veem acidentes. O visitante que chega ao país tem a impressão de que os motoristas não aprenderam o significado das placas de trânsito. Os taxistas cortam caminho e param sobre as faixas de pedestre. Os motoristas de ônibus estacionam sobre as calçadas e ainda buzinam para mandar que as pessoas saiam da frente. Buzina, aliás, é o que mais se ouve no trânsito chinês.
Põe pimenta nisso
Quem já visitou a China, sabe. Quem ainda não teve a oportunidade, mas se prepara para viajar ao outro lado do mundo, pode ir preparando o estômago. Tudo na China tem pimenta. Até uma inocente batata frita esconde pequenos pontinhos escuros que, ao chegar à boca, se revelam uma verdadeira bomba para quem não está acostumado a temperos mais fortes. Por outro lado, a variedade de sabores, cores e formas impressiona.
Construção Civil 1
O boom chinês dos últimos dez anos está transformando a cara das cidades. A arquitetura típica divide espaço com os modernos e altíssimos prédios que não param de ser construídos. Em cada esquina se observa um novo arranha-céu em desenvolvimento. As gruas, posicionadas nos topos dos empreendimentos, são visíveis por toda a cidade e nos dão uma ideia do índice de crescimento econômico. Estimativa não oficial aponta que 40% das gruas do mundo estão hoje na China.
Construção Civil 2
Os chineses adoram luzes, cores e formas. À noite, a cidade de Guangzhou, no Sul da China, fica ainda mais bela. Os novos prédios são todos iluminados. O destaque fica por conta do jogo de cores da Torre de Guangzhou, construída para os jogos asiáticos de 2010. São cerca de 600 metros de altura. No período noturno, as luzes coloridas sobem e descem em um ritmo que fascina qualquer visitante.
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Maiara Gonçalves Guangzhou, China |
O primeiro dia da missão da Fiesc na Canton Fair, a Feira de Cantão, trouxe muitas oportunidades de fotografar a feira, a cidade de Guangzhou e também um pouco do cotidiano de seus habitantes. Confira abaixo as fotos na galeria.
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(*) A repórter integra a comitiva da Fiesc
Ficamos cerca de 36 horas em Dubai. O tempo foi curto, mas deu para conhecer um pouco dessa encantadora cidade erguida no meio do deserto e que atrai visitantes do mundo inteiro.











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Maiara Gonçalves Florianópolis |
Cerca de 90 pessoas do total de 132 que participam neste mês de outubro da Missão Empresarial Brasileira à China, organizada pela Fiesc, chegaram ao primeiro destino da viagem. Como são 23 horas de voo entre o Brasil e o China, há uma parada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Chegamos ao aeroporto de Dubai, onde 80% da população é estrangeira e a língua predominante é o inglês, na noite desta quarta-feira (12). Eram aproximadamente 22h30 (15h30 horário de Brasília). Depois de 13 horas de voo entre Guarulhos (SP) e Dubai, os membros da comitiva estão cansados, mas sabem que apenas uma pequena parte do roteiro está cumprida.
Já na chegada o comandante da aeronave nos dá o tom do que serão as próximas 36 horas no local. Fazia 30°C quase 11 horas da noite. O calor é esperado, mas como tudo em Dubai é refrigerado, inclusive as paradas de ônibus, acabamos não dando tanta importância à temperatura. Outra coisa nos chamou a atenção.
O aeroporto. A construção é suntuosa, moderna e iluminada. Nada comparado ao que temos no Brasil. Os habitantes nos impressionam pela diferença cultural, especialmente em relação às roupas tradicionais, mas somos recebidos com muita hospitalidade.
Para não perder ninguém de vista – afinal são 90 pessoas, a maioria nunca havia estado em Dubai - a organização da comitiva caminha a passos largos empunhando duas bandeiras do Brasil para chamar a atenção.
Na fila da imigração, homens e mulheres são divididos. Embora haja equipamentos fotográficos nas duas filas, para registrar a face de quem entra no país, os funcionários não se preocupam em capturar a imagem dos rostos femininos. Ficamos sem ter certeza do porquê. Por conta das fotos, o procedimento para os homens levava mais que o dobro do tempo.
Em seguida, vamos atrás das malas despachadas. E a organização, mais uma vez para não perder ninguém de vista, faz uma pequena chamada antes de sairmos do aeroporto e entrarmos em dois micro-ônibus que estavam à disposição da comitiva do lado de fora.
Chegando ao hotel, é hora de tomar banho e descansar – pelo menos um pouco. Nesta quinta-feira (13), o dia começa cedo. Visitaremos pontos turísticos como o Burj Khalifa, Burj Al Arab, Hotel Atlantis, Emirates Mall, Souk Madinat Jumeirah e Dubai Mall.
Agora, são mais de 3h30 da manhã de quinta-feira aqui em Dubai (20h30 da noite de quarta em Florianópilis – são sete horas de fuso). É preciso acordar às 8h. Boa noite!
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Maiara Gonçalves Florianópolis |
Pelo oitavo ano consecutivo, a Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) organiza a Missão Empresarial Brasileira à China entre 11 e 23 de outubro. Em 2011, a comitiva, liderada pelo vice-presidente da Fiesc, Mário de Aguiar, será composta por 132 participantes divididos em dois grupos. A programação inclui visitas durante quatro dias à Canton Fair, a Feirão de Cantão, além de visitas técnicas a empresas chinesas e ao porto de Shanghai.
A convite da Fiesc, o grupo RIC Record, por meio do jornal Notícias do Dia, acompanhará a viagem, em uma cobertura multimídia com impresso, rádio, televisão e esse blog. A China sempre está 11 horas à frente do Brasil. Com um fuso horário tão grande, a cobertura online se destacará pela instantaneidade. Além das notícias relacionadas à programação oficial da missão, vamos mostrar as curiosidades de um país tão diferente do nosso, o que comem, o que vestem, como se comportam.
Na edição de número 110, a Canton Fair é uma das mais importantes feiras da China. Localizada na cidade de Guangzhou, Sul do país, um importante pólo industrial chinês, a feira multisetorial é realizada duas vezes por ano (abril e outubro) no complexo Pazhou. São três fases, com cinco dias cada. A comitiva visitará a primeira delas que expõe máquinas, equipamentos e matérias primas.
Em abril deste ano, foram cerca de 25 mil expositores e 60 mil estandes em mais de um milhão de metros quadrados de área. O resultado da gigantesca feira foi mais de 36 bilhões de dólares gerados em negócios.
A China e o Brasil são grandes parceiros comerciais. O objetivo das missões realizadas pela Fiesc é prospectar oportunidades de negócios entre as empresas catarinenses e chinesas, além de potencializar parceiras e monitorar tendências. Pela primeira vez, o Brasil terá quatro empresas expondo os produtos na Canton Fair na edição de outubro, mas nenhuma de Santa Catarina.
De acordo com Aguiar, a intenção é que empresas catarinenses passarem a expor nas próximas edições. “Precisamos chamar a atenção dos chineses sobre o que produzimos e o que pode ser ofertado a eles. Temos uma indústria forte, competitiva, um parque industrial invejável, mas ainda é necessário agregar valor aos nossos produtos. Não podemos ser apenas exportadores de commodities e importadores de produtos com valor agregado”, avalia o vice-presidente da Fiesc.
A Missão Empresarial Brasileira à China, promovida pela Fiesc, faz parte do Programa de Ações Integradas de Promoção Comercial, desenvolvido pela Rede CIN (Centros Internacionais de Negócios) e coordenado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), com o apoio da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos) e em parceria com a China Trade Center, entidade oficial promotora da Canton Fair no Brasil.
Além do vice-presidente da federação, Mário de Aguiar, que liderará a comitiva, representarão a Fiesc durante a missão o diretor de Relações Institucionais, Henry Quaresma, e a coordenadora do Centro Internacional de Negócios, Tatiani Leal.
- Astra Indústria e Comércio, com sede em Jundiaí (SP), atua no setor da construção civil
- Soprano Eletrometalúrgica e Hidráulica, com sede na cidade gaúcha de Farroupilha, no setor eletrometalúrgico
- Amazon Flavors Concentrados e Corantes para Bebidas, sediada em Manaus (AM), trabalha com bebidas (sucos e refrigerantes)
- Marbrasa Mármores e Granitos do Brasil, de Itapemirim (ES), atua no setor de mineração (rochas ornamentais)
FONTE: APEX - FIESC