Jovem é assassinada e enterrada no quintal de casa pelo companheiro

Comportamento estranho do cachorro da vítima fez parentes e vizinhos cavarem e acharem o corpo de Andréia da Silva, de 17 anos

Thaís Moreira de Mira
Thaís Moreira de Mira


Joinville

Fotos Rogerio da Silva/ND
Corpo de Andréia foi enterrado no quintal da casa por Lúcio Pereira Soares, de 21
 
Mãe da vítima, Dorilde Aparecida, com a foto da filha, que foi assassinada no dia 10 de junho

Na manhã de quarta-feira (22), em Guaramirim, a família  Silva fez o seputamento da garota 17 anos que foi morta e enterrada no quintal da própria casa pelo companheiro, no dia 10 de junho. O corpo de Andréia da Silva, 17 anos, foi encontrado na noite de terça-feira (21), após a mãe e a vizinha desconfiarem do cheiro estranho e do comportamento do cachorro da vítima. “Ele olhava para a local onde estava o corpo com uma espécie de tristeza e vivia cheirando ali”, conta a dona de casa Tereza Meireles, 39. Lúcio Pereira Soares, 21, o namorado da vítima, confessou o crime e foi preso.

A vizinha diz que na noite do crime havia uma festa numa das casas da rua, no bairro Corticeira, por isso não notou nada de estranho. “A gente até ouviu uma correria, mas olhou na rua e não tinha ninguém”. Lúcio e a Andréia brigaram dentro da casa em que moravam juntos havia cerca de dois anos, no mesmo terreno onde também está a casa da mãe de Andréia.

Os dois, conforme depoimento do acusado à Polícia Civil, estariam bêbados.  Ele queria sair, mas diante do ciúmes de Andréia, a estrangulou. Depois de matá-la, a enrolou num lençol e a enterrou no quintal, em uma cova de aproximadamente um metro de profundidade.

Segundo familiares de Andréia, mesmo após o desaparecimento da jovem, Lúcio mostrou-se indiferente. Foi a mãe dela, Dorilde Aparecida Rocha, 47, quem registrou o boletim de ocorrência denunciando o desaparecimento da filha. “Ele nem deu bola. Disse que ela tinha abandonado a casa, mas eu estava desconfiada que ele pudesse ter algo a ver com isso", disse. Dorilde pediu ajuda da vizinha, na tarde de terça-feira, para cavar o local que era cheirado pelo cachorro da vítima.

“Pegamos a pá e começamos a cavar. Logo a minha filha sentiu a terra estranha, mais fofa. Aí a mãe dela (Andréia) viu o dedão e começou a passar mal: - É o lençol da minha filha, ela está morta!", disse a vizinha. A Polícia Militar foi chamada e terminou a escavação. Lúcio foi detido com a ajuda do tio e da irmã mais nova de Andréia, de 16 anos, enquanto ia para a casa da mãe. “Fui a pé com a minha sobrinha assim que acharam o corpo. Peguei ele, mas conseguiu fugir. Ele ainda fingia que não sabia de nada e fugiu. Chamamos a polícia e ele foi preso”, lembra o frentista Osni Rocha, 39.

Lúcio confessou o assassinato em depoimento na Polícia Civil e foi levado ao Presídio Regional de Jaraguá do Sul. Ele deve responder pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Leia toda a reportagem na edição impressa do Notícias do Dia de quinta-feira, 23 de junho.

Publicado em 22/06/11-23:00


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