Candidata aprova decisão da Câmara de refazer provas do concurso

Novas provas de conhecimento específico para os cargos de jornalista e relações públicas do concurso público da Câmara de Vereadores de Joinville serão feitas em março

Daiana Constantino
Daiana Constantino
Jornalista formada em 2011, no Ielusc, mas atuante na área desde 2006. Hoje assina como repórter de política no Notícias


Joinville

A decisão de refazer as provas de conhecimento específico para os cargos de jornalista e relações públicas do concurso público da Câmara de Vereadores de Joinville deixou a candidata Andréia Constantino satisfeita.

Ela comemorou a notícia divulgada na quinta, quando, por meio de nota, o Legislativo anunciou que serão anulados os exames porque o Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal), contratado para realizar o concurso, não aplicou questões inéditas, conforme previa o acordo entre a entidade e a Câmara de Vereadores.

O Legislativo reconheceu que as referidas provas do instituto apresentavam perguntas similares a de outros concursos, conforme denúncias feitas ao Ministério Público. Andréia, que concorre a vaga de Relações Públicas, e a candidata Gisele Silveira, que disputa a vaga de jornalismo, suspeitaram de plágio e procuraram 13ª Promotoria de Justiça, que abriu inquérito para investigar o caso na última segunda – um dia depois do concurso.

“Acho que foi correto (anulação das provas). Foi uma decisão rápida da Câmara e do Ibam. Diante da situação, havia dúvida se alguém tivesse acesso às questões (copiadas de outros de concursos). Só não sei o que vão achar as pessoas que moram muito longe de Joinville,” disse Andréia.

Ela tem a vantagem de morar em Joinville, além de ter se dado bem no gabarito. Acertou o número mínimo de questões em todas as disciplinas. Agora, vai refazer a prova de conhecimento específico e disputar a única vaga para relações públicas.  Os candidatos terão de refazer o exame, em horário e local a ser definido, em 16 de março.

Apesar do cancelamento das provas, o Ministério Público vai investigar as questões aplicadas para todos os 13 cargos. Se houver plágio em outras áreas e em grande volume, há a possibilidade de a promotoria pedir na Justiça a anulação do concurso público.

Sobre a nota

De acordo com a nota, “as bancas contratadas pelo Ibam firmam um termo de compromisso em que, entre outras coisas, se comprometem a elaborar questões inéditas, o que, nos casos ora mencionados, infelizmente não ocorreu.”

O concurso teve 6.298 presentes, que disputaram a 47 vagas, distribuídas entre 13 cargos. Segundo a nota, apenas os candidatos às quatro vagas de jornalista e uma de relações públicas serão chamados para refazer o teste, e apenas para conhecimentos específicos. Os demais candidatos devem aguardar a divulgação do resultado final, conforme edital. 

Publicado em 24/01/14-16:59