Preso em Barra Velha homem suspeito de participar da morte de policial em Joinville

Com Diogo Brunken, 21 anos, foram encontrados um revólver 38, uma pistola .380, um colete a prova de balas e maconha


Carlos Junior/ND
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Diogo Brunken estava escondido na casa de conhecidos em Itajuba

Foi preso nesta segunda-feira (13) à tarde em Barra Velha um suspeito de ter participado da tentativa de assalto na qual morreu um policial militar. Diogo Brunken (21) é apontado como responsável pela morte de Célio Giovane Ferreira, 43 anos, o cabo Giovane, que foi assassinado na padaria Pão de Açúcar, no bairro Vila Nova, em Joinville, dia 4 de agosto. Diogo é evadido da penitenciária de Criciúma, onde cumpria pena por tráfico de drogas. Estava escondido na casa de conhecidos, em Itajuba.

Com o preso, a polícia encontrou duas armas. Uma delas, uma pistola 380 com a numeração raspada, seria de propriedade do cabo Giovane. A outra, um revólver 38, teria disparado o projétil que causou a morte do policial. O detido estava com 195 gramas de maconha, R$ 2,3 mil em dinheiro e mais um colete à prova de balas, possivelmente roubado em Itajuba, durante outro assalto que teria resultado na morte de um vigia. 

O delegado Wilson Masson, da delegacia de Polícia Civil de Barra Velha, diz que testemunhas do assalto à padaria já reconheceram Diogo por fotografia. Ele afirma que a pistola 380 pertencia ao policial. “São fortes indícios de autoria do crime. Segundo os PMs, esta era a arma particular do policial”, aponta Masson, afirmando que Brunken seria autuado em flagrante por porte ilegal de armas, tráfico de drogas e por ter adulterado a identificação da arma.

Reconhecimento fotográfico

De acordo com o comandante do Serviço de Inteligência da Polícia Militar, no sábado passado (11), os policiais receberam a informação de que um homem suspeito estava escondido em Itajuba. As características batiam com as do autor do crime na padaria. Mas somente ontem, após reconhecimento fotográfico, o suspeito foi preso, por volta das 16h. “Ele já foi reconhecido por testemunhas como um dos envolvidos no latrocínio do cabo Giovane”, revela o comandante.

O oficial, que pediu para não ser identificado, disse que Diogo Brunken  assumiu que eram dele a droga e as armas apreendidas. O detido disse que comprou a pistola por R$ 2,4 mil, que pagou R$ 1,2 mil pelo revólver e R$ 500, pelo colete à prova de balas. A versão apresentada pelo suspeito não convenceu os policiais, que aguardam perícia na pistola – para confirmar se era a arma pertencente ao cabo – e, também, exame de balística no revólver 38 – para conferir se a bala que matou o policial joinvilense saiu mesmo desta arma.

Por enquanto, Diogo permanecerá preso na UPA (Unidade Prisional Avançada) de Barra Velha. Ele  cumpria pena por tráfico de drogas na Penitenciária de Criciúma, onde recebeu benefício de saída temporária há dois meses e não voltou mais.

O crime

Com 25 anos de serviços prestados à Polícia Militar, o cabo Giovane reagiu a uma tentativa de assalto na Panificadora Pão de Açúcar, dia 4 de agosto, mesmo estando à paisana. Célio Giovane Ferreira, 43 anos, não esperava que acabaria executado  com um tiro no peito. Os bandidos conseguiram escapar. O PM, morreu a caminho do hospital.

O crime aconteceu por volta das 20h30. Dois homens armados chegaram em uma moto. Um entrou e anunciou o roubo. O outro, do lado de fora, tentava dar cobertura ao parceiro. Cabo Giovane tentou frustrar a ação, dando voz de prisão ao assaltante que estava dentro da panificadora. Mas o bandido que estava do lado de fora do estabelecimento reagiu, atirando contra o peito do PM. O cabo morreu a caminho do hospital.

Outro suspeito

O processo pela morte do cabo da Polícia Militar Célio Giovane Ferreira tramita na Segunda Vara Criminal de Joinville. Ontem o juiz titular, Gustavo Henrique Aracheski, declarou que já foi decretada a prisão temporária para outro suspeito de participação na morte do PM.

Matheus Vieira, 19 anos, já foi detido para averiguação na semana passada. Matheus é suspeito de ter roubado, três dias antes da morte do PM, a moto que utilizada na tentativa de assalto à panificadora. A polícia agora investiga se foi Matheus quem matou o cabo da PM. A prisão temporária tem validade de 30 dias.

Publicado em 13/08/12-23:51


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