Assalto a lotérica termina em morte, em Joinville

O confronto entre “polícia e ladrão” aconteceu na entrada de uma quitinete localizada na rua Ponta Grossa, no bairro Boa Vista.

Windson Prado
Windson Prado
Repórter de Segurança e Geral do Jornal Notícias do Dia Joinville


Joinville

Luciano Moraes/ND
Luciano Moraes/ND
Suspeito foi morto após trocar tiros com agentes do serviço reservado da Polícia Militar

Uma troca de tiros durante abordagem policial resultou na morte de um rapaz suspeito de assaltar uma agência lotérica da zona Sul de Joinville, na tarde de quinta-feira (8). O confronto entre “polícia e ladrão” aconteceu na entrada de uma quitinete localizada na rua Ponta Grossa, no bairro Boa Vista. Por volta das 16h30, agentes do serviço reservado da Polícia Militar (P2) monitoravam dois dos suspeitos do roubo, ocorrido há aproximadamente 40 minutos, no bairro Floresta.

 

Ao perceberem a presença dos agentes, à paisana, a dupla tentou intimidar os policiais, sacaram duas armas e atiraram contra os policiais, que revidaram ao ataque. Um dos suspeitos foi abatido com quatro tiros, (um no braço, um na cabeça e dois no tórax). O outro correu para os fundos do imóvel, pulou o muro da residência e fugiu correndo em uma área de mangue.

Mais de 60 policiais, 30 viaturas e o helicóptero da Polícia Militar foram mobilizados para tentar localizar o homem que fugiu. Conforme informações de moradores da rua, ele seria “Nino”, e estava vivendo na quitinete alugada com uma mulher há cerca de dois ou três meses. Agentes da Polícia Civil e a Polícia Militar estiveram no imóvel e apreenderam fotos. Com isso confirmaram a identidade do suspeito.

Segundo os vizinhos, o que casal era tranquilo, livre de qualquer suspeita. “Conseguimos reconhecer com 100% de certeza que o rapaz baleado participou efetivamente do roubo. As vestimentas conferem. Com ele, nós localizamos um colete balístico e dois revólveres, um calibre 38 e outro calibre 22”, informou o tenente da PM, Daniel Henrique Rodrigues.

Outros dois rapazes que teriam ajudado na fuga durante o assalto também são procurados pela polícia. Eles fugiram em um Gol branco (tipo bola) com placas LZI-9658, de Araquari, utilizado no roubo à lotérica. A PM esteve também em na cidade onde outras duas pessoas foram detidas para averiguação.

Uma delas seria o dono do automóvel. Ele contou que teria emprestado o automóvel para amigos. O caso segue em investigação e até às 21 horas de ontem nenhum outro suspeito foi localizado. Conforme o tenente Daniel, o grupo é suspeito de outros assaltos cometidos na região. Até às 21h, o corpo do rapaz baleado pela PM ainda não havia sido identificado e segue no IML (Instituto Médico Legal) de Joinville.

O assalto

 

Luciano Moraes/ND
Luciano Moraes/ND
Lotérica sofreu o segundo assalto em menos de um mês. Dono prensa em fechar as portas definitivamente

 

O roubo à casa lotérica – que fica na rua São Paulo, quase na esquina com a rua Botafogo - ocorreu às 16h10. Dois homens chegaram ao local a pé, mas de capacete. “Eles chegaram com a arma em punho e renderam 10 clientes que estava no local. Todos se jogaram no chão”, revelou uma testemunha que prefere ser identificada. Ela conta que os assaltantes foram até a única caixa que estava aberto, renderam a atendente e a obrigaram a entregar pertences pessoas e todo o dinheiro da caixa registradora. “Depois ele apontou para a cabeça dela e chamou o gerente (de 25 anos). Ele mandou abrir a porta para ir até o cofre. Ele abriu. Os assaltantes colocaram a arma na cabeça do gerente, mas não havia cofre ali. Após pegar mais uma quantia em dinheiro, os dois assaltantes fugiram a pé”, detalha a testemunha.

A dupla correu até a rua Botafogo, onde o veículo da fuga estava estacionado. A polícia acredita que o quarteto tenha ido até Araquari e retornado para a quitinete onde houve o confronto. Para a Polícia Militar, estes dois haviam acabado de sair do local quando a PM chegou à ao imóvel.

Depois de sofrer o segundo assalto em menos de um mês, o dono da lotérica – pai do gerente que teve a arma apontada para sua cabeça – diz que vai abandonar o ramo. “Não dá para aceitar este tipo de situação. Não vou mais abrir. Vou fechar às portas”, declarou o empresário após o roubo.

A equipe de reportagem do Notícias do Dia levantou que o valor roubado no assalto seria de pouco mais de R$1 mil. Por sorte, alguns minutos antes, o malote com a movimentação do dia havia sido recolhido por empresas especializadas.

Publicado em 08/11/12-21:51