Estudante engole caco de vidro com merenda escolar

Caso aconteceu em escola estadual em São Francisco do Sul. Garoto de dez anos está internado no Hospital Infantil, em Joinville


Rogério Souza Jr.
Josiane Kanchen com o filho, no Hospital Infantil: 48 horas em observação

Os cuidados na preparação e distribuição da merenda escolar na rede estadual de ensino deverão ser redobrados depois que um menino de dez anos engoliu um caco de vidro na tarde de segunda-feira, em São Francisco do Sul. O garoto comia pudim servido numa xícara de vidro na Escola Carlos da Costa Pereira, no bairro Acaraí, quando sentiu dor na garganta, tirou um pedaço de vidro da boca e cuspiu sangue. Ele está bem, mas segue em observação no Hospital Materno Infantil Doutor Jeser Amarante Faria, em Joinville.

O incidente aconteceu na segunda-feira, por volta das 15h, no horário do intervalo. O aluno, que estuda na unidade desde o ano passado, afirma que sentiu dor logo depois de levar a colher à boca para comer o pudim. “Eu senti dor aqui atrás – na garganta – e um gosto de sangue. Consegui tirar um pedaço maior, pontudo, mas senti que mastiguei uns pedacinhos e engoli”, comentou. De acordo com a mãe, a auxiliar de cozinha Josiane Kanchen, 28 anos, a médica que atendeu ao menino em Joinville viu um pequeno objeto no esôfago na radiografia e o encaminhou para o especialista.

Na endoscopia, nada foi encontrado. “Demorou um pouquinho até fazer o exame e eles acham que o vidro pode ter descido neste tempo. Aí, decidiram deixar ele em observação por 48 horas para ver se o pedaço sai naturalmente”, contou a mãe. Além de ter ido às pressas para o pronto-socorro de São Francisco do Sul preocupada com o estado de saúde do filho, ela afirma ter se assustado ao saber que ele foi levado pelos bombeiros sem companhia de uma professora. “Fiquei bastante revoltada. Imagina um filho seu passar por algo assim e ainda ir sozinho para o hospital”, reclamou.

Heliete Steingraeber, gerente regional de Educação da SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional) de Joinville, afirmou que a criança recebeu atendimento adequado, mas criticou a falta de acompanhamento. “Elas (professoras) afirmaram que não foi ninguém porque a diretora estava em Joinville e os bombeiros disseram que não precisava, mas já falei que alguém deveria ter ido junto”, pontuou. Durante todo o dia de ontem, a diretora Carla dos Passos permaneceu em sala de aula e não comentou o caso.

Reportagem sobre o assunto na edição desta quarta-feira do Notícias do Dia.

 

Publicado em 05/04/11-21:25


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